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Basic Yoga Routine (via monkeyseevideos) Estou selecionando alguns videos para me exercitar antes durante viagens. Acho que pode ser uma maneira legal de dar início a uma rotina de alongamento e exercício antes de me comprometer com a rotina de um curso pago
Oficina de Formação de Educadores em Midias
A oficina tem como objetivo formar educadores para utilização das linguagens audiovisuais em instituições de ensino e projetos sociais e culturais. A cada encontro serão apresentados fundamentos expressivos de cada linguagem, aspectos metodológicos e avaliação de projetos desenvolvidos no Brasil, além da análise de materiais pedagógicos disponíveis. Mais informações:
Dias e horários: de 05 a 09 de julho das 18h30 as 22h30
Carga horária : 20 hs/aula
Valor : R$ 150.00
Vagas : máximo de 20 participantes (obs: a oficina será realizada com um mínimo de 12 inscritos)
Local : CineGalpão - R. Scipião 138 - Lapa
Tecnologias digitais e a educação escolar, curso de Lilian Starobinas
A inserção cada vez mais ampla de computadores e celulares em nosso cotidiano demanda reflexão sobre a natureza desses meios e as alterações que eles podem aportar nos formatos das relações sociais. É de grande importância, nesse contexto, que a escola ponha em pauta temas centrais sobre a produção e consumo de conhecimento, ética na utilização desses recursos e sobre a dinâmica social subjacente à interação virtual.
Esta reflexão constitui a base de posicionamentos mais claros na orientação dos alunos e das próprias famílias. Esse curso se propõe a observar o funcionamento de algumas dessas ferramentas, buscando a otimização de seu uso e a investigação sobre os tipos de conflitos mais comuns que delas decorrem.
O programa mesclará momentos de discussão teórica e contato direto com softwares e conteúdos da internet, atento às diferenças de experiência com o uso de tecnologias dos diversos participantes.
Conteúdo:
·“Tecnologias da inteligência”: as ferramentas da educação ao longo da história
· Formas de “estar” na Rede: ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, conteúdos indexados online (imagens, vídeos, música, links).
· Torpedos, mensagens instantâneas, listas de discussão, redes sociais: implicações dos tempos e espaços da comunicação digital.
· Gestão do tempo no acesso à informação: ferramentas de facilitação
· Redes sociais: novos muros ou novas formas de sociabilidade?
· A autoria nas situações educacionais: Recursos Educacionais Abertos e a cultura da participação.
· As fronteiras da exposição e da privacidade na era das mídias digitais.
· A segurança na internet: entre a proteção e o controle.
· Educação e cibercultura: intensificando o diálogo entre a escola e a sociedade.
Carga Horária: 30 horas Professora: Lilian Starobinas, doutora em Educação pela FE- USP e mestre em História Social pela FFLCH-USP. Professora do Ensino Médio da Escola Vera Cruz. Autora do blog http://discursocitado.blogspot.com
vagas: 30
encontros: 10
carga horária: 30h
data: 2as feiras 16/08, 23/08, 30/08, 13/09, 20/09, 27/09, 04/10, 18/10, 25/10 e 08/11
horário: 19h às 22h
início: 16/08/2010
término: 08/11/2010
Preço: R$660,00
Maiores informações e incrições pelo e mail ise@veracruz.edu.br Tel. 38385992 (das 13h às 20h)
Outro caso de miopia corporativa
No ano passado, ao concluir a produção do livro Para Entender a Internet, pensei que, além de disponibilizá-lo em PDF, seria útil que ele tivesse uma página na Web com todos os textos. O conteúdo ficaria mais “encontrável” pelos mecanismos de busca e o internauta poderia ler alguns artigos antes de decidir se queria fazer o download (grátis) do PDF.
Eu poderia ter criado um wiki para o livro, mas optei pelo Blogger por conta da integração com o Google. Em resumo, usei o serviço de publicação para disponibilizar artigos registrados com licença Creative Commons de um livro gratuito. E não coloquei absolutamente nenhuma publicidade, nem banner, nem link comercial no meio do conteúdo.
No final do mês passado, recebi um email da “Equipe do Blogger” dizendo que eu deveria cadastrar essa página do Para Entender para uma revisão ou ela seria apagada. Não entendi o propósito da consulta - afinal, o site estava aberto e podia ser revisado independentmente da minha autorização -, mas, como argumentar com as corporações é tarefa ingrata, cliquei no link e dei o consentimento.
Acabo de receber um email me comunicando que a página onde estava o Para Entender foi tirada do ar porque foi considerada spam.
Spam?!
Entendo que não se tratava de um blog convencional na medida em que ele tinha conteúdo fixo, estático, fora as mensagens deixadas na área de comentários. Agora, justificar a suspensão do blog por spam (“mensagem comercial não-solicitada”) é uma declaração de incompetência.
Nem uma linha de tudo o que estava naquelas páginas vendia ou promovia serviço ou mercadoria de qualquer espécie. Era um livro grátis com artigos sobre internet e cultura digital. Só isso.
Fico tentando entender o que aconteceu, mas não posso me comunicar com eles. A mensagem - leia abaixo - não traz um link para o caso de o “acusado” querer se defender. A mensagem em si também não dá margem para isso.
Será que o Blogger/Google fez uma revisão mecânica com robôs e o sistema “deduziu” que, pelo conteúdo ser estático e pela quantidade de links para download, havia grande probabilidade de se tratar de spam. Mas ninguém revisou? Nenhuma linha foi lida para tirar a prova? E por que não existe canal para o usuário entrar em contato?
Me senti como se estivesse em um Estado totalitário. Sentença sumária, tomada por não se sabe quem, sem direito a apelação e, pior de tudo, sem nenhum motivo. Apenas o velho bordão: “Ordens são ordens.”
Enfim, essa é a história e quem quiser comprovar, pode abrir o cache da página para ver como ela existiu, depois tentar abrir o endereço http://paraentenderainternet.blogspot.com/ para comprovar que ela está fora do ar e finalmente ler a seguir a notificação da sentença:
date Fri, May 28, 2010 at 5:11 AM subject http://paraentenderainternet.blogspot.com/ foi excluído signed-by google.com hide details 5:11 AM (3 hours ago)
Olá, Seu blog em http://paraentenderainternet.blogspot.com/ foi analisado e confirmado para violação dos nossos Termos de Serviço relacionados a: SPAM.
De acordo com esses termos, removemos o blog e o URL não está mais acessível.
Para obter mais informações, consulte os seguintes recursos:
Termos de Serviço do Blogger: http://blogger.com/terms.g
Política de Conteúdo do Blogger: http://blogger.com/content.g
-A Equipe do Blogger
Digital Natives Research Project Coordinator – Job Advertisement
The Centre for Internet and Society, Bangalore, in collaboration with Hivos Netherlands, is looking for a Research Project Coordinator to help develop a knowledge network and coordinate international workshops for the project “Digital Natives with a Cause?”
The job profile is as follows:
1. Coordinating international workshops in liaison with regional partners to produce content for a book mapping technology mediated interventions by young people in different parts of the world.
2. Developing a knowledge network of stakeholders in emerging Information Societies in the Global South, to document debates, discussions and ideas in the field of Digital Natives.
3. Working closely with academic researchers, scholars, and practitioners in the development sector to develop content for an international website on Digital Natives.
4. Supervise and coordinate the production of the Digital Natives research in print and digital content.
5. Strategise and execute dissemination, design and
collaboration strategies for developing the Digital Natives research areas.
6. Supervising intellectual and financial logistics for the project. The candidate should be below 35 years of age and have fluent familiarity with digital platforms, trends, fashions and activities. Excellent communication and planning skills and the ability to work sensitively with partners in different countries and contexts are
expected.
Candidates with an advanced degree in Sociology, Culture Studies, Communication and Management, with experience in international programme/project management within the development sector or those
working in the field of youth-politics/youth-technology with experience in international collaborative projects will be given preference.
The job is based in Bangalore but requires a fair amount of international travel for logistical and substantial coordination. The position will open in May and is full-time. The position will be supported by two Project Associates who shall be selected in consultation with the Research Project Coordinator.
Consolidated consultation fees will be in the range of 34,000 – 45,000 Rupees per month commensurate with experience. International travel and per diem will be provided based on established CIS standards.
Send in applications in SOFT COPY ONLY, along with an updated CV and samples of writing or project deliverables to nishant@cis-india.org by the 25th of April 2010. The Digital Natives with a Cause? Report is
available on the CIS website for further reference at
http://www.cis-india.org/publications/cis/nishant/dnrep.pdf/view
Receita para a atualização do sistema operacional do Nokia
O N97 é um aparelho bacana para se produzir conteúdo (audio, foto, video) e também para se acessar e utilizar os recursos da internet. Ao mesmo tempo, ele exige um grau de destreza para faze-lo funcionar da melhor maneira possível. Isso inclui, entre outras coisas, saber atualizar o sistema operacional do telefone.
É possível que estar usando a versao antiga do sistema operacional fosse o motivo para o celular estar dando pau continuamente. Ele estava travando em situações chatas. Uma vez, gravei uma entrevista em video de vários minutos que desapareceu. Isso abala a confiança no aparelho.
Enfim, um amigo - Luiz Paulo Rosa - teve o cuidado de me mandar uma receita passo a passo para checar a versao do sistema operacional e depois para atualiza-lo. Segui as indicações e a atualização aconteceu sem problemas. Fica, então, a receita para quem mais estiver tendo problemas. Pelo que eu entendi, ela vale para qualquer smartphone Nokia.
Confira se voce precisa fazer a atualização: Digite *#0000# e verifique a versão do seu firmware. Qualquer coisa menor que 21.0.045 indica que você deve atualizar. Como o seu telefone não veio de operadora, é muito provável que você receba o FW mais atual.
Ingredientes:
1 Nokia Software Updater ( http://www.nokia.co.uk/support/download-software/device-software-update )
1 computador com Windows (Vista ou XP, melhor se for XP)
1 N97
1 dose e 1/2 de paciência
1/2 dose de sorte
Caso não tenha a sorte, é recomendado usar uma conta Ovi (http://www.ovi.com )
Preparo
- Com a conta Ovi, faça uma sincronização de contatos, agenda, notes e tudo mais que estiver disponível (lembre de sincronizar também o Ovi Maps para não perder seus Landmarks)
Não use o Backup do PC Suite! Se quiser salvar alguma coisa use a conta Ovi.
- Carregue totalmente a bateria do telefone
- Instale o Nokia Software Updater (NSU)
- Retire o telefone da tomada
- Mude o perfil para “Normal” e mude para um tema padrão (um dos que vieram com o telefone)
- Desabilite qualquer widget online da sua home screen
- Inicie o NSU no computador
- Conecte o telefone e siga as instruções na tela. Não mexa no telefone até o NSU te autorizar! O telefone vai sofrer alguns desmaios durante o processo, é normal.
O N97, assim como o meu 5800 tem o que a Nokia chama de UDP (User Data Preservation). Isso quer dizer que ao atualizar ele não vai formatar o telefone e desinstalar tudo que você tem, como acontecia no N95.
Outra alternativa, para quem tem coração forte, é atualizar OTA (Over the Air). Eu atualizei o meu 5800 assim e deu certo de primeira, mas é fato que o 5800 é muito mais estável que o N97.
Se você optar por essa receita, pule o terceiro passo do preparo e no quarto passo escolha no telefone a opção “Check for updates” e siga as instruções no telefone.
É isso.
Coordenadoras: ELIANE TÂNIA FREITAS (UFRN) e LAURA GRAZIELA GOMES (UFF) O grupo de trabalho se propõe a refletir e discutir, em dois planos distintos, os aspectos e experiências do ciberespaço e no ciberespaço. No primeiro plano (do ciberespaço) os aspectos operacionais, tecnológicos e cognitivos presentes no consumo das diferentes plataformas online. Por que tantas pessoas têm Orkut? Ou um blog? O que leva as pessoas a investirem mais em algumas plataformas do que em outras? Necessidade, acessibilidade, usabilidade ou moda? No segundo plano (no ciberespaço), discutir fenômenos como as interações sociais que cada uma dessas plataformas promovem, suas possibilidades, limites, efeitos sociais. O que seria valorizado, enfatizado em cada uma? Assim, nosso GT se inscreve no campo de discussões especificamente voltado para uma antropologia do Ciberespaço, da Cibercultura e do Consumo de Tecnologias Digitais no mundo contemporâneo. Daremos especial ênfase a reflexões originadas de estudos etnográficos, inclusive com a necessária problematização da prática de trabalho de campo online e da experiência etnográfica nela implicada. Tratar-se-ia de uma experiência singular, frente a outras etnografias, realizadas offline? Em que medida e em quais aspectos? Assim, esperamos que o espaço do GT seja também um espaço para discussões metodológicas no campo da nossa disciplina.
Reunião Brasileira de Antropologia (27a RBA)
1 a 4 de agosto de 2010, Belém – PA
*As inscrições de resumos para os GTs ainda não estão abertas e serão realizadas diretamente no site da ABA - http://www.abant.org.br
Bibliografia sobre Internet e cultura digital
History of the Internet
- Michael Hauben and Ronda Hauben Netizens: On the History and
Impact of Usenet and the Internet (1997)
Critical approaches to the Internet
- Jack Goldsmith and Tim Wu: Who controls the Intenet – illusions of a borderless world (2006)
- Marcus Leaning: The internet power and society: rethinking the power of the internet to change lives (2009)
- Martin Lister, Jon Dovey, Seth Giddings, Iain Grant, and Kieran Kelly: New Media: A Critical Introduction (2009)
- Mathieu O’Niel: Cyberchiefs: Autonomy and Authority in Online Tribes (2009)
- Jonathan Zittrain: The Future of the Internet: And How to Stop It (2008)
- First Monday, Volume 13, Number 3. A special edition edited by Michael Zimmer (2008)
Internet possibilities:
- Jeff Jarvis: What Would Google Do? (2009)
- Clay Shirky: Here comes everybody: The power of organizing without organizations (2009)
Theory and background
- Yochai Benkler: The Wealth of Networks – How Social Production Transforms Markets and Freedom (2007)
- Nicholas Carr: The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google (2008)
- Manuel Castells, Mireia Fernandez-Ardevol, Jack Linchuan Qiu, and Araba Sey: Mobile Communication and Society: A Global Perspective (2009)
- Manuel Castells: Communication Power (2009)
- David Gauntlett and Ross Horsley: Web.Studies (2004)
- Glen Greeber and Royston Martin: Digital Cultures – Understanding New Media
- Leah A. Lievrouw and Sonia Livingstone: Handbook of New Media (2006)
- Knut Lundby: Mediatization: Concepts, Changes, Consequences (2009)
Digital generation
- Mizuko Ito, Sonja Baumer, Matteo Bittanti, Danah Boyd et. al: Hanging Out, Messing Around, Geeking Out: Living and Learning with New Media (2009)
- Henry Kressel and Thomas V. Lento: Competing for the Future: How Digital Innovations are Changing the World (2007)
- Kathryn C. Montgomery: Generation Digital: Politics, Commerce, and Childhood in the Age of the Internet (2007)
- Don Tapscott: Grown up digital: how the net generation is changing your world (2008)
- David Weinberger: Everything is Miscellaneous: The Power of the New Digital Disorder (2008)
Social behaviour
- James E. Katz and Ronald E. Rice, Social consequences of Internet use: Access, involvement and interaction (2002)
- Howard Rheingold: Smart Mobs – The Next Social Revolution (2003)
- Steven Vedro: Digital Dharma: A User’s Guide to Expanding Consciousness in the Infosphere (2007)
Popular culture
- Kelli S. Burns: Celeb 2.0 (2009)
- Henry Jenkins: Convergence Culture: Where Old and New Media Collide (2008)
Social networks
- Jenny Ryan: The Virtual Campfire: An Ethnography of Online Social Networking (E-Book)
Blogs
- Michael A. Banks: Blogging Heroes: Interviews with 30 of the World’s Top Bloggers (2007)
- Jill Walker Rettberg: Blogging (2008)
User-generated content
- Axel Bruns: Blogs, Wikipedia, Second Life, and Beyond: From Production to Produsage (2008)
- Douglas Thomas: Hacker Culture (2002)
Trust, privacy and ethics
- Charles Ess: Digital Media Ethics (2009)
- Daniel J. Solove: The Future of Reputation: Gossip, Rumor, and Privacy on the Internet (2008)
Searching, finding and collective intelligence
- John Battelle: The Search: How Google and Its Rivals Rewrote the Rules of Business and Transformed Our Culture (2006)
- Pierre Levy: Collective Intelligence: Mankind’s Emerging World in Cyberspace (2001)
- Peter Morville: Ambiant Findability (2005)
- Cass R. Sunstein: Infotopia – How Many Minds Produce Knowledge (2008)
- Lokman Tsui: The Hyperlinked Society: Questioning Connections in the Digital Age (2008)
Impact on news, journalism and print
- Dan Gilmore: We the Media – Grasroots Journalism by the People, for the People (2006)
- Jeff Gomez: Print Is Dead: Books in our Digital Age (2007)
Business, marketing and innovation
- Chris Anderson: The Long Tail: Why the Future of Business is selling less of more (2008)
- William Aspray and Paul E. Ceruzzi: The Internet and American Business (2008)
- Andy Beal and Judy Strauss: Radically Transparent: Monitoring and Managing Reputations Online (2008)
- Yochai Benkler: The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom (2007)
- Eric von Hippel: (1988). The Sources of Innovation (1988)
- Eric von Hippel: Democratizing Innovation (2005)
- Charles Leadbeater: We-Think: Mass innovation, not mass production (2009)
- Lawrence Lessig: Remix: Making Art and Commerce Thrive in the Hybrid Economy (2008)
- Don Tapscott and Anthony D. Williams: Wikinomics: How Mass Collaboration Changes Everything (2008)
- David Teten and Scott Allen: The Virtual Handshake: Opening Doors and Closing Deals Online (2005)
- Eric Qualman: Socialnomics: How social media transform the way we live and do business (2009)
Politics
- Garret M. Graff: The First Campaign: Globalization, the Web, and the Race for the White House (2007)
- Randolph Kluver, Nicholas W. Jankowski, Kirsten M. Foot and Steven M. Schneider: The Internet and National Elections: A Comparative
Study of Web Campaigning (2007)
Health
- Monica Murero and Ronald E. Rice: The Internet and health care: Theory, research and practice (2006)
- Ronald E. Rice and J.E. Katz: The Internet and health communication: Expectations and experiences (2001)
User guides
- Ann Bell: Exploring Web 2.0: Second Generation Interactive Tools (2009)
Software
- Christopher M. Kelty: Two Bits: The Cultural Significance of Free Software. Durham (2008)
- Eric S. Raymond: The Cathedral & the Bazaar: Musings on Linux and Open Source by an Accidental Revolutionary (2000)
ARTICLES
Social media
- Jill Walker Rettberg: Freshly Generated for You, and Barack Obama – How Social Media Represent Your Life
Web 2.0
- O’Reilly What is Web 2.0
OTHER RESOURCES
- Danah Boyd: Research on Social Network Sites
- Danah Boyd: Research on Twitter and Microblogging
- Social Media: 20 free e-books about social media
- Jay Rosen: Journalism
- Webnographers.org
“Comprar samba? Você está maluco?” Ou o que Cartola tem a dizer sobre a pirataria
O texto abaixo é a transcrição de uma das falas do Cartola, compositor iluminado de sambas, durante o programa MPB Especial transmitido originalmente em 1973 pela TV Cultura.
Sempre que escuto esse trecho, fico pensando em P2P, compartilhamento e tudo o mais que passou a ser assunto de debate depois da popularização da Rede. E o curioso é a reação do Cartola diante da proposta de comprarem um samba dele: “comprar samba, você está maluco? Não vendo coisa nenhuma.”
Leia o depoimento e, na sequência, faço algumas observações breves.
Um dia apareceu lá no morro o Mário Reis, querendo comprar uma música. Estava com outro rapaz, que veio falar comigo. ‘O Mário Reis está aí e quer comprar um samba teu’. Fiquei surpreso: ‘O quê? Querendo comprar samba, você está maluco? Não vendo coisa nenhuma’.
No dia seguinte ele voltou e me levou até o Mário Reis. Ele confirmou. ‘É, Cartola, quero gravar um samba seu. Fique tranqüilo, seu nome vai aparecer direitinho. Quanto você quer por ele?’ Pensei em pedir uns 50 mil réis. O outro rapaz falou baixinho: ‘Pede uns 500 mil’. Eu disse: ‘Você está louco, o homem não vai dar tudo isso’.
Com muito medo, pedi os 500 mil. Em 1932, era muito dinheiro. O Mário Reis respondeu: ‘Então eu dou 300 mil réis, está bom para você?’.
Bom, ele comprou o samba mas não gravou. Quem acabou gravando foi o Chico Alves.”
Essa reação tão cheia de estranhamento e espontânea dá o tom de como, naquele momento, soava de maneira bizarra a idéia de se comercializar algo como um samba.
Ninguém come samba, nem se deposita samba em banco. Como estabelecer o valor de algo impalpável como uma canção, algo que não pode ser aprisionado a partir do momento que cai na boca das pessoas.
O raciocínio do Cartola parece ser algo assim: “meu samba vale na medida em que as pessoas o cantam, mas, se isso acontece, ele deixa de ser só meu e passa a ser também dos outros. Como vou vender uma coisa que já é dos outros?”
O Mário Reis, que se oferece para comprar o samba, aparentemente já está vivendo dentro da lógica das emissoras de rádio e da indústria nascente do disco. Para ele, faz sentido o processo artificial que tornou escasso um produto informacional e portanto naturalmente abundante.
Mário Reis inclusive menciona indiretamente o princípio que justifica o comércio de bens informacionais. Ele diz: “fique tranquilo, seu nome vai aparecer direitinho” e o que está por trás motivando essa preocupação é o direito de autor, a solução jurídica que dá a base para que esse modelo de indústria criativa cresça, permitindo que criativos profissionais vivam de sua produção.
A cabeça do Mário Reis é a que olha para o compartilhamento de músicas na rede e enxerga a contravenção, a pirataria, mas a do Cartola mostra como a coisa não é definitiva, como não existe uma verdade absoluta no posicionamento das gravadoras, que a motivação tem a ver não com a Justiça, mas com regras e hábitos que durante muitos anos sustentaram uma determinada indústria.