Divulgação: UMA ANTROPOLOGIA DO CIBERESPAÇO E NO CIBERESPAÇO
Recebi a informação e estou repassando para contribuir com essa visão de que a antropologia oferece ótimas ferramentas para se pesquisar e para se analisar a internet.
Solicitamos divulgação, junto a seus colegas e alunos, do chamado para o GT sobre Antropologia da Cibercultura na próxima RAM, Reunião de Antropologia do Mercosul, a realizar-se de 10 a 13 de Julho na UFPR, em Curitiba, no Paraná.
As inscrições de resumos devem ser realizadas somente através do site da RAM: http://www.ram2011.org/
Coordenadoras: Dra. Eliane Tânia Freitas (UFRN) y Dra. Marian Moya (Univ. de Buenos Aires) A antropologia do Ciberespaço, da Cibercultura e do Consumo de Tecnologias Digitais no mundo contemporâneo começou a ocupar um lugar central no nosso campo disciplinar. Este protagonismo, sem dúvida, caminha junto com a importância das novas tecnologias na vida cotidiana das pessoas, em todos os setores sociais, políticos e culturais. A reflexão proposta por este GT não somente quer problematizar a epistemologia, a dimensão conceitual vinculada às TIC’s (Tecnologias da Informação e Comunicação), mas também explorar as potencialidades e limites do trabalho de campo “online” e da chamada “experiência etnográfica virtual”: em contraste, comparação e complementariedade com a etnografia presencial. Por outro lado, neste GT esperamos discutir em dois níveis, diferentes mas complementares: os aspectos e as experiências do ciberespaço e no ciberespaço. No primeiro caso, serão enfatizados os aspectos operacionais, tecnológicos e cognitivos do consumo das diversas plataformas de redes sociais. As seguintes perguntas orientarão nossas discussões: de onde vem o desejo ou a necessidade de criar e manter um perfil no Facebook, Twitter, Orkut, Linkedin, etc.? Para quê investir tempo, esforço, criatividade em um blog? Por que algumas plataformas são mais populares do que outras? Qual o fator preponderante na hora de optar por um site ou outro: necessidades específicas, acessibilidade (disponibilidade material e de capacidades simbólicas para operar online), praticidade? No segundo nível, discutiremos a modalidade e características próprias das interações sociais que cada uma dessas plataformas propõe e promove, as possibilidades, os novos valores, a construção de novas sociabilidades, as limitações e os efeitos (políticos, ideológicos, socioculturais) que as novas tecnologias possam estar trazendo para a vida social. Em suma, o GT propõe uma reflexão, um debate e problematização do repertório teórico-metodológico dos temas vinculados à antropologia no e do ciberespaço, da relevância das TIC’s na vida cotidiana, da construção de outras modalidades de relacionamento social a partir das redes sociais e das vantagens e dificuldades apresentadas pela etnografia virtual ou “online”. Naturalmente, esta proposta não esgota o espectro de tópicos de interesse possíveis nesta subárea disciplinar relativamente nova. Por isso, outros pontos de vista, enfoques, perguntas etc. que estejam além dos propostos aqui serão também bem vindos em nosso grupo.